Ben harper, você tirou as palavras da minha boca

I can change the world with my own two hands...

Eu ainda acredito nisso, mas às vezes esqueço e deixo a correria me levar para lugar nenhum. Depois eu tomo novamente as rédeas dela(a minha vida) e sigo tranqüila. Estava lembrando essa semana de alguém que me fazia lembrar de que eu quero(e posso) mudar o mundo. Forma de falar, okay? Deve ser pela chatice, pelos modos politicamente corretos, pelo espírito de luta etc. Sim, a menina verdinha que queria mudar o mundo. Mas a vida é muito "lost in translation" mesmo. Feita de "encontros e desencontros". 

Esse blá blá blá todo é prá dizer da minha realização com o fato de "ser professora". Acho que posso mudar um pouco "do mundo e das coisas" fazendo isso. Ensinando e aprendendo. Do meu jeito, sem grandes formalidades e sendo quem eu sou. É essa minha empolgação que não me deixa dormir às quartas-feiras, que me dá um friozinho na barriga toda vez que eu entro na sala e digo: tudo bom? pros alunos, que não me deixa tomar água nem sair no intervalo para ficar conversando com os alunos, que me faz sair da faculdade bem depois do horário e chegar em casa depois das onze - totalmente elétrica -, que tem me feito alguém melhor, certamente. Gostaria de dividir isso com todo mundo que sempre acreditou em mim. Pena que tá todo mundo longe fisicamente. Mas pretendo fazer isso aos pouquinhos. Enquanto isso eu sigo sonhando, porque ainda tem muita coisa prá acontecer. Se tem.



Escrito por irresponsable sister às 15h38
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Please, please, help me... =)

Queridos amigos, visitantes e voyeurs, preciso da ajuda de todos. Gostaria das sugestões de cada um de vocês sobre coisas prá fazer, comprar e ver em New York. CDs, DVDs, livros, filmes, shows etc. Vale tudo que for bacana. Mandem ver. Sim, servicinho meio ingrato esse, mas como vocês gostam de mim resolvi abusar um pouco da boa vontade de cada um. Estou correndo como nunca e só tenho um guia velho de NY. E, prá completar, só vou ter tempo de olhar essas coisas na semana que vem. Vai ficar em cima da hora. Alguém?



Escrito por irresponsable sister às 17h29
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Talk talk

Essas minhas aulas de inglês estão muito bacanas. Os temas têm sido os mais legais: make up and beauty, sex and the city, advice column(se minha carreira jurídica não der certo, eu tenho uma alternativa), the ronettes, rock. Hoje tenho real life class e saíremos para comer alguma coisa na hora do almoço. Muito legais essas aulas "extra". Inventa-se qualquer situação e o professor acompanha. Muito legal mesmo. E assim eu vou tirando o meu inglês do fundo do baú. Eu vou precisar dele. E muito.

É engraçado como a voz se modifica quando falamos outro idioma. Cada idioma tem uma entonação própria, deve ser por isso. É sensacional quando você "pega" essa entonação. Você pode nem falar tão bem, mas, sei lá, passa um pouco mais de segurança prá quem fala e prá quem ouve também. E o aprendizado fica trocentas vezes mais empolgante. Right? =)



Escrito por irresponsable sister às 09h24
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Tudo foi feito pelo sol

Quem me conhece sabe o quanto eu gosto dos Mutantes e o quanto eu gostaria de ir a Juiz de Fora só prá conhecer esse cara. Sabe também o quanto eu fiquei apaixonada por uma fita gravada com um livrinho minúsculo de comentários sobre cada música desses malucos. Tive a sorte de vê-lo pessoalmente, no ano de 2001(tinha que ser esse ano!), em Recife, no melhor APR de todos os tempos e com a melhor companhia do mundo para um bom show de rock. Momentos inesquecíveis para todos os lados. Fiquei triste quando o vi, pois parecia que ele não sabia onde estava. Mas fiquei feliz também porque sabia que era a música que ia tirá-lo daquele estado. Espero que tenha chegado a hora certa. Boa sorte, Arnaldo Baptista.

*Alguém na minha superquadra sabe que eu gosto dos Mutantes também. Sempre que começam os ensaios semanais de uma banda no estúdio que tem lá ou toca "jardim elétrico" ou "a hora e a vez do cabelo crescer"(eles capricham na bateria, hehehehe).

31/08/2004 - 05h13 - Arnaldo Baptista toca sozinho em trabalho grupal

PEDRO ALEXANDRE SANCHES
enviado especial da Folha de S.Paulo a Belo Horizonte

O banquete tropicalista esfarelou, hoje são outras as pessoas na sala de jantar. No centro dela, está um rapaz de 22 anos, que resolveu se filiar à guerrilha e lançar nas bancas de jornal seu disco de estréia, chamado "Let It Bed".

O jovem Arnaldo Baptista mora em Juiz de Fora (MG). Exilou-se num ponto excêntrico ao eixo Rio-São Paulo após a tentativa de suicídio de 1982, que colocou em hibernação suas relações com o espólio tropicalista, as lembranças de sua banda mais famosa (Mutantes), o afeto ainda persistente entre ele e a parceira Rita Lee, as piruetas da música pop brasileira --da qual o outro Arnaldo, de 56 anos, é co-inventor.

Hoje, os dois Arnaldos se reúnem num só, centro gravitacional da mesa farta posta no restaurante Xapuri, em Belo Horizonte. O grupo ao redor dele é heterogêneo como a tropicália de 36 anos atrás.

"Ah, isso aqui é uma perdição", debruça-se sobre o frango ensopado capitão Lobão, 46, roqueiro, emepebista, editor da revista musical "Outracoisa" e diretor da gravadora independente que permite a volta de Arnaldo ao comércio, após três anos de conclusão de "Let It Bed" e várias recusas de gravadoras maiores --inclusive a Luaka Bop de David Byrne.

"Raramente eu boto pimenta na comida", informa John Ulhoa, 38, o John da banda Pato Fu. Sob efeito de empenho, paciência, desprendimento e confiança, ele é o homem que conseguiu concentrar Arnaldo para a retomada. John presenteou-o com um computador com programas musicais, produziu, picotou e editou horas e horas de gravação e fez a ponte, entre Juiz de Fora e Londres, com Rubinho Troll, 41, seu ex-colega na banda oitentista Sexo Explícito e outro dos catalisadores criativos da volta, presente na mesa só por telepatia.

Na outra ponta da mesa, observa o festim com discrição Fernanda Takai, 33, mulher de John e sua parceira no Pato Fu. Ela acompanhou o projeto como mera "produtora gastronômica", enquanto gerava e amamentava a pequena Nina, 10 meses, que é a caçula da trupe, usa camiseta do Kraftwerk e não compareceu ao almoço.

Filhos quase calados à mesa são Fabiano Fonseca, 28, e Daniel Albinati, 28, que conduzem em Belo Horizonte a dupla eletrônica Digitaria, responsável pela gravação de quatro faixas de "Let It Bed".

Lucinha Barbosa, 56, que zela pela sobrevivência de Arnaldo desde o vôo cego de 1982, se liquefaz entre os papéis de mãe, mulher, parceira, guardiã. Brotam dela algumas das palavras mais comovidas sobre o retorno: "Não dá nem para acreditar. No fundo, no fundo, eu já sabia que ia acontecer, mesmo com a medicina toda falando que não tinha jeito".

Lucinha refaz o trajeto: "Logo após o acidente, ele era um vegetal, uma bela cenoura. Os médicos diziam que com a lesão cerebral que ele teve seria difícil voltar a tocar e impossível voltar a criar".

Pano rápido para 2001-2004, Rubinho Troll descreve de Londres a superação das profecias médicas: "Cedo ficou claro que o Arnaldo queria tocar tudo na gravação. Ofertas de bateristas e outras participações receberam um gentil, mas firme "não, obrigado'".

John, Troll e os Digitaria fizeram edições, programações e efeitos. Mas Arnaldo cuidou de piano, teclados, guitarra, violão, bateria, banjo, gaita etc. Fisgou coisas da memória, mas compôs faixas novas, inéditas --"Bailarina", segundo John "uma bossa nova torta de harmonias complicadíssimas", é das que mais impressionam a equipe de apoio do criador.

O fluxo de (in)consciência dominou muito o processo. Segundo John conta, em certos momentos Arnaldo partia da burlesca "Gurum Gurum" e, pelo meio da cançoneta, começava a cantar o tristíssimo gospel tradicional "Nobody Knows". Um de seus trabalhos foi isolar extremos como esses, tornar a alegre "Gurum Gurum" e a desesperada "Nobody Knows" duas faixas independentes e distanciadas no CD.

Arnaldo descreve, à sua maneira, as oscilações de sua imaginação: "Tudo muda diariamente na minha cabeça. Um dia é um carro arrancando, no outro quero parecer uma libélula. Aos poucos a gente vai se entendendo melhor".

"Sou o "one man band'", brinca Arnaldo, que, numa das incontáveis pinturas que tem criado nos últimos anos como artista plástico, formulou a banda-sonho The Eus. Quem são The Eus? "Alá, Maomé, Cristo, Buda", ri.

Quando Lobão irrompe entusiasmado, sonhando com um encontro da turma toda no também ressurgido Circo Voador, no Rio, Arnaldo hesita. "Eu tenho que falar que não gosto de transistor." Lobão explica que o som do Circo é bom, que lá também há os amplificadores valvulados que Arnaldo tanto cultua. "Estou esperançoso", duvida o mamute mutante. "Quero também um dinheirinho para comprar meus valvulados", fecha questão.

É que não só Arnaldo, mas todos ali formam uma legião de sobreviventes do desmonte progressivo da indústria fonográfica. Antes do pulo na clínica de repouso em 1982, Arnaldo viveu como um "rebelde entre os rebeldes" (a expressão é dele), inadaptado tendo de montar banda que fosse, talvez, atuar como acompanhante da discothèque das Frenéticas.

Lobão, colega roqueiro de Arnaldo desde os 70, persona non grata nas gravadoras multinacionais, sabe que Arnaldo pode ser o grande pulo de seu projeto "Outracoisa". Amigo mineiro da família Baptista, John trocou o conforto da gravadora BMG pela criação "artesanal" de Nina, da volta do mutante e do próximo CD do Pato Fu --ainda sem abrigo certo em grande gravadora.

"Let It Bed" é fruto (não mais) proibido desse contexto. Proprietário, segundo John, de "um banco de trocadilhos 24 horas", Arnaldo adota modéstia serena e séria para descrever "Let It Bed": "Dei o melhor de mim em função do que era possível fazer".

Não foi pouco. Em meio às gravações no sítio de Juiz de Fora, ele baixou no hospital. "Saía das gravações exaurido, cansado, suado. Depois de uma semana acabou no hospital, Rubinho e John falaram "putz, vamos matar o Arnaldo!'", conta Fernanda Takai. "Aí ele ficou vivo. Ainda bem!"



Escrito por irresponsable sister às 12h40
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Happiness where are you

A tristeza deveria ser terminantemente proibida de chegar até você. Não gosto de ver o seu olhar triste, perdido, olhando o nascer do sol sem aquele sorriso e o "bom dia" que é tão peculiar. Sensibilidade e consideração é algo que poucas pessoas têm e fico feliz por ver mais essas virtudes em você.

Te amo muito. Não fica desse jeito que eu fico triste também. Combinado?

"Quando quiser é só chamar..." =)



Escrito por irresponsable sister às 12h12
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Gemüsemensch

Dizem que as pessoas naturebas são mais sensíveis, mas que são melhores amantes prá mim é novidade!!! Muito boa, por sinal, hehehehehe. Campanha fantástica. Tudo por um ambiente mais saudável, né?

VEGETARIANOS E AMANTES
Essa vem da França (a foto é da Reuters). Um grupo em defesa dos animais protesta nas ruas de Marselha contra o consumo de carne. No cartaz, a frase: "Os vegetarianos são melhores amantes".
27/08/2004 Publicada por Editor do UOL Tablóide



Escrito por irresponsable sister às 16h30
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Discurso burocrático

O processo é irreversível mesmo. PF's e AU's, carreiras antes que não se "bicavam", digamos assim, vão dando lugar à paz e muita, muita farra!!! Não é difícil tudo acabar numa gréia em BSB, mas isso é inédito mesmo. Todos os findes, todas as programações, todo mundo junto. Isso tem sido maravilhoso. Eu já tinha começado a interagir desde que cheguei, porque trabalho na sede, onde a maioria do pessoal ficou lotado. Agora os AR 15's uniram-se às Guerreiras Highlander e só cortando o pescoço prá tudo isso terminar... :)

Ainda tem gente que acredita em uma eventual "sobriedade" dos advogados, hohohohoho!!! Continuem assim, para o bem da "União"...



Escrito por irresponsable sister às 09h52
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