A última irresponsabilidade do ano... ou não...
São Paulo é uma cidade muito maluca mesmo, principalmente na época de natal. Muito trânsito, muito consumo, muita correria. Se o tempo já é escasso, nessa época, então, nem se fala... ninguém tem tempo de parar, pensar um pouquinho na vida(um pouquinho, porque pensar demais é viver de menos, hehehe), de fazer surpresa, dar um beijo(um não, dois!!! não sei que mania esses paulistanos têm de só dar um beijo, quanta economia!!!), um abraço, uma flor às pessoas queridas, reforçar o quanto elas são importantes(mesmo que o ano inteiro você nem tenha percebido o valor delas), enfim... Mas eis que São Paulo também pode te pregar uma peça e te aprontar uma surpresa quando você menos espera... Num bunker escondido na Rua da Mata, aquela, perto da 9 de Julho, vcs todos conhecem, existe uma sociedade secreta de duendes, que, no ano de 2005, resolveu dar um basta na exploração do papai noel. Eis que esses duendes resolveram celebrar o natal sem comunicar o papai noel, para vingar as condições desumanas de trabalho e partilhar com alguns mortais e com todos os duendes do Estado de São Paulo esse período de confraternização, de reflexão... Esse bunker, normalmente, não está aberto a pessoas estranhas, só convidados com devassa na vida pregressa, para garantir o sigilo total de tudo que acontecer ali. Mas a fada Dani, que pela primeira vez ia ao encontro celebrar com seus amigos duendes o ano que já tava terminando, pediu ao duende-tricolor(do alto escalão da irmandade), permissão para que uma mortal desconhecida pudesse participar, já que ela ainda não estava contaminada com os vícios da cidade grande... O tal duende-tricolor, de orelhas pontudas e douradas, a recebeu atenciosamente, como todo anfitrião, o que surpreendeu a mortal, que nunca tinha sequer visto um duende na vida... acho que ela deve ter gostado dos olhos e do sorriso desse tal duende e a fada Dani não escondia que estava tramando alguma coisa... :) As luzes se apagaram e só o duende-tricolor e a mortal permaneceram iluminados com auras coloridas. A festa toda ficou congelada durante algumas horas, e só o duende e a mortal dançavam, bebiam e comiam um bolinho verde preparado pelo próprio duende-tricolor... Quando as luzes se acenderam, o susto. O papai noel tinha descoberto tudo! Aprisionou os duendes num local sombrio e burocrático, um campo de trabalho forçado e, assim, a mortal foi expulsa do bunker, obrigada a calçar os sapatos, e teve o seu nome marcado na lista negra. Sem presentes, portanto. Transtornada pela injustiça e por algo que nem ela soube explicar, ela vem arquitetando o seqüestro do duende-tricolor, o responsável pela logística na entrega dos presentes e na organização dos trenós. Ela vem também lutando pela instituição do "Natal fora de época", com menos consumo e correria para todos os seres, humanos ou não, para que possa ser comemorado quando se bem entender, como quiser, onde quiser e se quiser.
Feliz Natal a todos. Hasta 2006!!! Beijo da irresponsable...
Escrito por irresponsable sister às 16h01
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